Posts Tagged 'lágrima'

DÁ UM CANSAÇO

chorar me deixa fraca!

a gente vai colocando tudo pra fora
e parece que por aqueles buraquinhos saíram o mundo de dentro de você
sem as lágrimas não sobra nada, nenhuma força sequer
pra você se recompor e encarar a vida como ela é


(acho que é por isso que depois de tanto chorar as crianças dormem, eu faço o mesmo!)

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DAS PROMESSAS SUSURRADAS

Do seu chafariz pessoal, jorraram fontes inteiras na noite de ontem.
Ficou muitos minutos sem conseguir controlar as lágrimas que vinham aos montes cada vez que lembrava do amor de Deus, dos grandes milagres que Ele lhe concedeu esse ano e, mais, das promessas que docemente sussurou-lhe ao ouvido, lembrando-lhe “ei, calma, todas elas vão se cumprir”!

** essa foi pra Roberta Calazans, para a qual aqui eu prometi que veria tudo aquilo que Deus faria por mim, em seu imenso amor, mesmo eu não merecendo. Só queria dizer para ela e para outras pessoas que me lêem que Deus é maravilhoso e sempre vale a pena confiar nEle. Minha vida é prova disso!

SOU ASSIM… DADA ÀS LÁGRIMAS


Tem dia que é melhor não futucar.

É que nesses dias, por uma coisa à toa, mixuruca, a gente chora – cai, desmorona.
E mesmo que o dedo passe a léguas da ferida, nesses dias tudo arde. Pode ser por uma chuva forte ou por uma forte saudade. Pode ser por um deboche, um telefonema ou por uma vaidade.

Quando é dia, não tem jeito, não há coisa pequena que passe.
E quando o choro vem, ah, vem que vem com vontade. Como uma árvore carregada, que com o balanço do vento deixa cair sem esforço seus frutos mais doces e pesados.

Sou do tipo que chora. (Não, não faço a apropriada).
Nunca soube medir lugar, companhia, razão ou conseqüência do sentimento pelos olhos derramados – (caía assim, naturalmente, como do pé cai a fruta por demais amadurada).
De minhas lágrimas não me envergonho, nem costumo pedir perdão. Ao contrário, para ser honesta, delas eu jamais abri mão.

*tenho uma bolsa velha, feita de couro delicado, que guarda uma mancha escura num estranho formato. Lembro como se fosse hoje do dia em chorava a ela abraçada, enquanto desmanchava com um antigo namorado. Sem me dar conta, as lágrimas escorriam pelo meu rosto e nela pingavam, arruinando pra sempre o fino couro (e aquele namoro).
Tsc, mas, como disse, tenho um choro implacável (e pude no máximo colocar a bolsa de lado).

AH, nesses dias em que a carne fica exposta, qualquer uma ou outra palavra soprada pode respingar feito vodca barata e provocar uma erupção. Do tipo que arde, fazendo borbulhar o sentimento, que vem do peito feito um trem descarrilado, pára na porta dos olhos e cai derramado.
Morno e molhado.

– Quem nunca chorando estragou o ombro de uma camisa branca, uma fronha, um cobertor de avião, um jantar, uma festa ou uma reunião?

Ok. Se suas lágrimas são raras e com elas você nunca estragou nada; nem chorou escondido numa despedida, assistindo a novela ou dirigindo sozinha na estrada,
– Parabéns!
(muita gente, certamente, acha que você merece uma medalha).

Já, eu, que não mereço nada, sou uma baita atrapalhada, molho bolsas, camisas e dependendo do dia, até toalha, sinceramente, não te guardo admiração.
Não, não é despeito. É que não consigo mesmo entender seu jeito de se manter sempre seco. Assim, verde, aristocrático, pendurado no galho, olhando de cima as outras frutas esborrachadas lá embaixo. Esperando pelo dia em que irão te colher com a mão.

*Qualquer dia desses, experimente se soltar, cair do galho, molhar o rosto e a camisa.
Chore de alegria, de tristeza, melancolia, tpm, saudade ou emoção – mas, de verdade, para se entregar à possibilidade de ser apanhado do chão.

Gente, eu choro mesmo! E esse texto delícia se chama “Pode chorar”, é da doce Maria.

RECEITA DE DONA CACILDA

Pessoas,
recebi o texto abaixo da querida Milena. Resolvi publicar… achei a discussão interessante pra uma sexta-feira… temos todo o fim de semana e o resto da vida pra colocar em prática o que nos ensina a simpática D. Cacilda. (Desculpe pelo post grande, não gosto de escrever muito pois acho que fica longo, mas acho que esse vale a pena… se não gostarem, me falem! :))

obs: nao sei a autoria do texto, se alguém souber, me avise, please!


Dona Cacilda é uma senhora de 92 anos, miúda, e tão elegante, que todo dia às 08 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão. E hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente, e não havia outra solução.

Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, dei uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela.
Ela me interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho:
– Ah, eu adoro essas cortinas…
– Dona Cacilda, a senhora ainda nem viu seu quarto… Espera um pouco…
– Isto não tem nada a ver, ela respondeu, felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada… Vai depender de como eu preparo minha expectativa. E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo.

Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem…
Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.
– Simples assim?
– Nem tanto; isto é para quem tem autocontrole e exigiu de mim um certo ‘treino’ pelos anos a fora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em conseqüência, os sentimentos.
Calmamente ela continuou:
– Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidades na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica.

Depois me pediu para anotar:

Como manter-se jovem:

1. Deixe fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso e a altura. Deixe que os médicos se preocupem com isso.

2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo.
(Lembre-se disto se for um desses depressivos!)

3. Aprenda sempre: aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso.
‘Uma mente preguiçosa é oficina do Alemão.’ E o nome do Alemão é Alzheimer!

4. Aprecie mais as pequenas coisas.

5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar. E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele!

6. Quando as lágrimas aparecerem aguente, sofra e ultrapasse. A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós próprios. VIVA enquanto estiver vivo.

7. Rodeie-se das coisas que ama: quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja. O seu lar é o seu refugio.

8. Tome cuidado com a sua saúde:
Se é boa, mantenha-a.
Se é instável, melhore-a.
Se não consegue melhorá-la, procure ajuda.

9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde haja culpa.

10. Diga às pessoas que ama que as ama a cada oportunidade.

TONALIZANTE VERMELHO E SALTO ALTO

02 de julho – já fazia um mês de uma tormenta sem precedentes


**

Nos dois dias anteriores ela havia sido ferida de morte, golpe após golpe entraram em seu peito, afiados como uma lâmina bem aguda, tirando-lhe a força, a cor, chão, a vontade de comer, principalmente.

Não aguentou a hemorragia de sentimentos, foi a uma clínica no meio da tarde. Dr. Otávio e Dra. Camila já conheciam os seus problemas (físicos).

Entrou, contou o que estava sentindo, o médico receitou um remedinho, disse que precisava se alimentar e mais um monte de blá, blá, blá do qual ele tinha toda a razão, mas…. a razão já tinha ido embora e apenas o que sobrara eram seus olhos cheios de lágrimas, prontas pra rolarem e uma dor aguda no peito que a consumia minuto a minuto. No entanto, ela se manteve firme diante do médico.
Ele disse: vai pra casa descansar, quero te ver na segunda!

Ela prontamente levantou e se encaminhou para o consultório da doutora (as mulheres são mais compreensivas com as lágrimas alheias). O toque na maçaneta foi o suficiente para que o mar de dor represado se transformasse em vigorosas corredeiras… e chorou, chorou e chorou!


sesentia
Dra. Camila cuidou de suas lágrimas com delicadeza e carinho de uma antiga amiga. Também em suas dores físicas deu um jeito.



Na segunda-feira ela obedientemente voltou ao consultório do Dr. Otávio, com um sorriso no rosto que o surpreendeu!
Está melhor?
– Sim, bem melhor!
– O que houve?
– Um tonalizante vermelho nos cabelos e um salto alto nos pés!

**


PS: ela não disse para o médico, mas, na verdade, Deus a segurou no colo por todo o fim de semana.


SEJA BEM-VINDO!

JULIANA ESCREVE
Sobre tudo que alcança seu coração, o que não é pouca coisa! Deus, família e amigos são assuntos recorrentes. Milagres, bençãos e bom humor também fazem parte... Se quiser ficar no meu coração, à vontade, mas não traga porcarias para dentro dele, ok? :)

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