Arquivo para janeiro \31\UTC 2011

AO DEUS DO VERÃO


Pelos seus dias claros com seus tons de azul – celeste, é claro!
Pelo céu ainda manchado de sol quando saio às 18h30 do trabalho.
Pelo cheiro de terra molhada, que só sentimos no verão.
Pelo verão de 2009, que começou em agosto – logo num período que precisei de tanta luz!
Pelo bom humor que sinto quando começa a temporada de quentura dos trópicos e o céu limpinho que me saúda todo dia.
Por não ter nascido em Minas – desculpem os amigos mineiros, nada contra – e morar numa cidade litorânea.
Por poder cumprir meus votos de ir à praia todo santo sábado (e alguns domingos) de sol, durante esses 4 meses.
Pela pele (mesmo com protetor FPS 30) caramelada de natureza.

Por tudo isso, o meu muito (muito) obrigada ao Deus do Verão, pois só Ele consegue entender o quanto amo esta época do ano.


** este texto já estava escrito desde início de janeiro, mas com tantas tragédias por causa das chuvas no Rio e em SP, achei meio impróprio, maaas agora aí está toda a minha gratidão por esses meses ensolarados!

Carpie Diem!

O AMOR ENGORDA


já reparaste como são magros os desamados?
aqueles que sofrem não tem fome se não a de amor, e,
na falta deste, definham…

só os infelizes comem pouco…
eu por exemplo, fiquei magrinha, magrinha
não comia nada, só bebia água
triste sina era a minha de só me alimentar do que não tinha

(confesso) por um tempo até gostei da minha magreza
mas quando o amor voltou, não teve jeito
veio junto a felicidade…
e quem já viu nessa vida pessoa feliz fazer jejum?

nunca vi!
podes prestar bem atenção: os gordinhos são mais felizes
estão sempre fartos de amor!

COISAS DE CLARICE


Isso é só um bocadinho, um quase um nada de Clarice Lispector, o que já significa que pode ser muita coisa. (Os parênteses são meus)!

(É por isso que coleciono arranhões:)
Sabe o que eu quero de verdade? Jamais perder a sensibilidade, mesmo que às vezes ela arranhe um pouco a alma.

(Você presente, sempre!)
Mesmo quando não estou pensando em você, sinto um pensamento constante a seu respeito, como a música que acompanha os filmes.

(Para de perguntar, Juliana, assim você atrapalha!)
Pergunto a Deus: por que os outros? E ELE me responde: por que você?

O que me mata é o cotidiano. Eu só queria exceções.
(Aaah! As exceções…)

Abrir mão não quer dizer que eu não queira.
(Não, mesmo!!)

Eu peço a Deus tudo o que eu quero e preciso. É o que me cabe. Eu não tenho o poder. Tenho a prece.

MANHÃS


o relógio desperta
é hora de chegar mais perto
porque já esta quase dando a hora de levantar

e por mais uns minutinhos ela curte o abraço e o soninho
e quando faz menção de se levantar enfim
o braço ao seu redor lhe aperta ainda mais num dito silencioso:
fica mais!
e quem é ela para desafiar tão clara ordem.
aquiesce e dorme!

RESGATADA

Depois de quase dois anos de perdas (e danos), de tropeços, enganos e verdades lançadas cruelmente em seu rosto, ela pode olhar para trás e se orgulhar: era forte! O pior havia passado e, melhor, ela havia sobrevivido.

Após aquele junho desastroso, ficou meses soterrada embaixo da dor que pressionava seu peito, tirava-lhe o ar e lhe impedia de pedir socorro. Ninguém nunca ouviria sua voz, sua alma jamais seria resgatada daquele abismo, pensava.

Foi quando um homem, no momento exato de sua quase morte, abriu caminho por entre a lama e se revelou seu salvador. Estendeu-lhe a mão e ela, mesmo sem saber como poderia ser salva, acreditou!

Ele limpou seu coração, lhe deu novas roupas, alimentou sua alma e tirou – com o zelo que só os apaixonados tem – todo o resquício de negrume da sua vida, deixando limpo e claro os seus futuros dias.

Agora, pensava sobre isso sentada no alto de uma rocha. Com pés firmes, respirando um ar fresco e apreciando as campinas abaixo se desdobrarem até o fim do horizonte… sem medo que qualquer tremor abalasse sua confiança, sua felicidade, porque sentia que isso era tão seu que seria impossível qualquer coisa arrancá-las de si.

E antes de agradecer (mais uma das tantas vezes desde o seu resgate) reafirmou para si mesma, só pra não esquecer, que se não tivesse sido salva naquele instante não lhe restaria mais nenhuma chance e nunca a teriam encontrado, pois estava enterrada bem fundo num poço entulhado de um coração partido, de onde é muito difícil alguém sair vivo.

Obrigada, mais uma vez.*


* Essa história se baseia em fatos reais, da minha vida, como alguns devem saber (poderia colocar links em cada parágrafo relembrando cada episódio, mas nao achei conveniente). Então, obrigada Jesus, meu Salvador, que num dado momento ainda em 2009 foi tirando toda a minha dor. Obrigada mesmo, te amo!

Dito isto, devo completar que produzi esse texto para a 50ª edição conto/história do bloínques, um blog com uma proposta super bacana. Não costumo entrar em concursos nem publicar meus textos fora do blog, mas o tema, confesso, me chamou a atenção de cara: tinha que conter a frase “e nunca a teriam encontrado, pois estava enterrada bem fundo”. Enfim, pensei comigo: cara, estão falando de mim! E aí escrevi, em linhas gerais, sobre o meu resgate!

Beijos

NOTICIANDO A FELICIDADE

com Rita Apoena:

Não é que o mundo seja só ruim e triste. É que as pequenas notícias não saem nos grandes jornais. Quando uma pena flutua no ar por oito segundos ou a menina abraça o seu grande amigo, nenhum jornalista escreve a respeito. Só os poetas o fazem.

PRAYER FOR YOU (ME)

quando desejo uma benção para você
me sinto estranhamente favorecida
porque na verdade
(eu já te falei sobre isso)
quando oro por você
indireta e inevitavelmente
peço em benefício próprio

mas Deus sabe da minha sinceridade, sabe sim!


SEJA BEM-VINDO!

JULIANA ESCREVE
Sobre tudo que alcança seu coração, o que não é pouca coisa! Deus, família e amigos são assuntos recorrentes. Milagres, bençãos e bom humor também fazem parte... Se quiser ficar no meu coração, à vontade, mas não traga porcarias para dentro dele, ok? :)

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