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EXPECTATIVA DE UM ANIVERSÁRIO

Na semana que antecedeu seu aniversário (naqueles dias em que fica animada, agitada e louca de felicidade), logo cedinho, ainda sonolenta…

Falou pra ele que tinha sonhado com seu aniversário.
Ele achou graça (possivelmente por achar que ela não tem mais idade para perder o sono por causa dessas coisas!) e falou num tom divertido: de novo, meu bem! Sonhou o quê?
Fazendo beicinho, respondeu: sonhei que ninguém vinha da minha festinha!
Ele deu uma risada carinhosa estendendo os braços para ela: tsc, tsc, tsc, você parece criança, meu amor!

* Eu acho que é verdade!


# diálogos possíveis.

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numa folha qualquer eu ESCREVO um sol amarelo

Todo dia, a menina corria o quintal, procurando um arco-íris. Corria olhando para o alto, tropeçava e caía. Toda vez que se machucava, vinha chorando uma cor. Um dia, chorou o anil até esvaziá-lo dos olhos. Depois, chorou laranja, chorou vermelho e azul. Chorou verde. Violeta. Amarelo e até transparente! Chorou todas as cores que tinha, todas as cores de dentro. Então, abriu os olhos e nem o arco-íris, ela viu. Não viu flores e borboletas. Não viu árvores e passarinhos. Pensando que era ainda noite, deitou-se na cama e dormiu. Pensando que era tudo escuro, nem levantar-se ela quis! Ficou dormindo cinzenta, por dias e noites sem fim… Foi quando um sonho, tão colorido, derramou-se dentro dela! Tingiu o travesseiro e a fronha, o lençol e o pijaminha. Tingiu a meia e o quarto. Tingiu as casas e os ninhos! A menina abriu a janela e viu que hoje não tinha arco-íris. Mas tinha o desenho das nuvens. Tinha as flores e um passarinho.

Rita Apoena para começar a semana a cores, porque de preto e branco já basta o feriado de ontem, né não?

NÃO GOSTEI


dias desses vi uma sombra do seu antigo eu
desejei na mesma hora que voltasse a ser o você de agora
me irritei, me virei pro lado, cocei os olhos com a vista embaraçada
e despertei.

o passado é uma visita incômoda que insiste em me visitar quando sonho.

A SALA


Não pergunte os detalhes, porque não vou saber dizer. Nem me exija um discurso coeso, porque isso também não é possível.

Quando me dei conta estava de pé em frente àquela casa antiga, mas perfeitamente conservada, linda. Era elevada com pedras tipo a foto (1), mas o acabamento era mais bonito que esta, com as pedras claras e mais finas e perfeitamente arrumadas uma em cima da outra.

Estava diante das janelas que davam para a frente do jardim. A porta ficava, acho, na lateral imediata, não lembro se tinha escada (mas devia ter, era elevada) nem das cores em que era pintada. Acho que me lembro dela ter apenas um andar, mas o telhado era inclinado, meio que como estes (2).

E não sei como eu já estava lá dentro e a visão era ainda mais encantadora.

Estava na sala (ou numa das). Era grande e imponente, a maior sala que eu já havia visto em toda minha vida, em novelas ou em filmes. Suas janelas eram muito altas (eram essas que eu via de fora), como estas (3) e as paredes eram lisas assim também, mas os móveis eram de época (4), em tons harmoniosamente combinados com o chão de madeira clara, lustroso e sem arranhões.

Não havia tapetes, o que deixava o chão ainda mais exposto. Não tinham muitos móveis também, o que dava uma sensação de espaço e liberdade ainda maior.

Àquela hora a luz vinda de fora deixava amarelado, iluminado todo o ambiente.

Existiam outras janelas e todas eram cobertas por um fino voil branco, até o chão, que tremulada ao toque da brisa serena que entrava pelas frestas entreabertas. Mais uma linda cena!

Interessante… o ambiente não era exatamente quadrado (ou retangular). Do lado direto, me lembro que a parede formava um ângulo (exatamente como na foto 3), como se a sala tivesse cindo ou seis lados não iguais, não estou bem certa…

Três das paredes (as menores e que não tinham janelas) ostentavam grandes espelhos e ao entrar meu olhar foi direcionado para a esquerda quando, logo, pensei: se eu tivesse uma sala dessas ensaiaria balet aqui todos os dias!!! Foi quando mais surpreendida, do lado oposto, percebi embaixo das cortinas barras de ferro dessas de estúdio de ballet ao longo de parte das paredes!

Wow, que histórias teria essa sala quase surreal!

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SEJA BEM-VINDO!

JULIANA ESCREVE
Sobre tudo que alcança seu coração, o que não é pouca coisa! Deus, família e amigos são assuntos recorrentes. Milagres, bençãos e bom humor também fazem parte... Se quiser ficar no meu coração, à vontade, mas não traga porcarias para dentro dele, ok? :)

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